Medidas de austeridade após 2008 comprometem mercado de trabalho

Em seu livro, professor Ruy Braga aborda a questão da precarização do trabalho em Portugal, África do Sul e Brasil

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O livre-docente da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Ruy Braga, realizou um estudo de comparação etnográfica sobre o trabalho precarizado em Portugal, África do Sul e Brasil, publicado no livro “A Rebeldia do Precariado”, editado pela Boitempo. Após a crise de 2008, as medidas de contenção de gastos governamentais adotadas por diversos países precarizaram a situação dos trabalhadores.

Diante desse cenário, o professor comparou etnograficamente os desdobramentos das medidas sobre setores como o direito do trabalho na África do Sul, Portugal e Brasil. Ele explica que atualmente, na África do Sul, ter um emprego não evita que o indivíduo entre na condição de miséria – o que é efeito da retirada da proteção do trabalho. Em Portugal, esses cortes governamentais foram aprovados mesmo sob o governo do Partido Socialista.

Para o professor, esse deve ser o cenário a ser encontrado no Brasil após a generalização das alterações no mercado de trabalho, promovidas pela Reforma Trabalhista. Ruy Braga considera que a solução é a união dos trabalhadores precarizados com movimento sindical organizado, em um sindicalismo de movimentos sociais.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.

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