Marisa Midori comenta dados sobre venda de e-books no Brasil

Em sua coluna, professora questiona se novas tecnologias serão capazes de fortalecer a leitura no Brasil

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Em sua coluna “Bibliomania”, que foi ao ar no dia 16 de junho, a professora Marisa Midori comentou os dados sobre livros eletrônicos publicados no relatório Global E-book 2017 – a Report on market trends and developments e divulgados em maio passado pelo portal Publishnews.

No artigo que se refere ao Brasil, escrito por Carlo Carrenho, o relatório destaca que, do total de livros vendidos no País, as unidades em formato eletrônico passaram de 4,57%, em 2015, para 6,89%, em 2016. O faturamento subiu de 2,57%, em 2015, para 3,16%, no ano passado.

Embora o aumento do faturamento tenha sido tímido, a venda das unidades teve um acréscimo significativo, reconheceu a professora, lembrando que esses números foram alardeados pela imprensa como um indício de que o mercado de e-books no Brasil começa a deslanchar. “Eu espero que isso aconteça e que a leitura nos suportes digitais signifique no Brasil adensamento das camadas leitoras”, disse Marisa.

A professora lembrou, porém, uma análise do professor da USP e crítico literário Antonio Candido (1918-2017). De acordo com Candido, o leitor brasileiro, antes de progredir na leitura, descobriu a televisão e, nesse processo, aparentemente ele abandonou a leitura. “De forma análoga, podemos perguntar em que medida as novas tecnologias realmente serão capazes de inventar um Brasil leitor”, questionou Marisa.

Ouça no link acima a íntegra da coluna “Bibliomania”, da professora Marisa Midori.

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