Marisa Midori começa série sobre a “biblioclastia”

Na coluna do dia 10 de março, a professora destacou as motivações que levaram à destruição de livros ao longo da história

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Durante a cerimônia efetuada em 1562, um número indeterminado de códices maias (livros) foram queimados - Ilustração:
Durante cerimônia efetuada em 1562, um número indeterminado de códices maias (livros) foram queimados pelo bispo católico Diego de Landa Calderón

Na coluna “Bibliomania” que foi ao ar no dia 10 de março, a professora Marisa Midori cunhou o termo “biblioclastia” para se referir às várias formas de destruição de livros ocorridas ao longo da história, tema a que ela vai dedicar as colunas do mês de março.

“Os biblioclastas existem desde os primórdios do livro”, afirmou a professora. Ela destacou que as motivações dos destruidores de livros são muitas e mudam de acordo com o tempo e as sociedades. Entre elas, destacam-se o medo, a intolerância, a inveja, a cobiça e a vontade de poder.

Marisa salientou que o discurso dos biblioclastas é sempre coerente. Queimam-se os livros hereges para proteger a alma dos fiéis, destroem-se os livros proscritos porque eles são um perigo para a ordem social e eliminam-se os livros eróticos porque representam um ataque à moral e aos valores familiares. “O discurso de um biblioclasta parece sempre fazer muito sentido. Ou seja, há sempre uma razão justificada para a destruição dos livros.”

Ouça no link acima a íntegra da coluna.

 

 

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