Judicialização da política chegou a um ponto extremo no Brasil

A opinião é do cientista político André Singer em sua coluna “Poder e Contrapoder”, que pode ser acessada no link abaixo

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Quando acompanhamos o noticiário do dia a dia, percebemos que as questões políticas parecem estar bastante próximas das jurídicas, e é justamente esse o tema escolhido pelo cientista político André Singer para sua coluna. “Nós estamos passando por um período de judicialização extrema da política brasileira […], que é o momento em que a política começa a passar pelos tribunais, ou seja, as decisões da Justiça passam a interferir diretamente sobre os destinos da política”, argumenta o colunista. Segundo ele, esse, que é um fenômeno internacional, nem por isso deixa de trazer um problema, se levarmos em consideração que os juízes não foram eleitos para tomar decisões políticas.

Na opinião de Singer, a judicialização da política chegou a um ponto extremo no Brasil, e tudo indica tratar-se de um fenômeno que veio para ficar. “Não é bom, mas é um fenômeno contemporâneo”, com o qual nós, cidadãos, teremos não só de conviver como atuar de acordo com as novas regras.

Ainda na opinião do colunista, o saldo disso tudo não é positivo. Por outro lado, observa ele, quando o sistema político começa a incidir em atividades ilícitas, é claro que é preciso que o Poder Judiciário imponha um limite. “Só que o ponto que divide aquilo que é legal do ilegal e daquilo que é a intervenção ilegítima de autoridades que não foram eleitas para essa função sobre decisões políticas, tudo se torna bastante confuso e embaraçado”, conclui.

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