Histerese produz desemprego recessivo e tecnológico

O problema dificulta ainda mais a busca por um novo emprego

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A histerese é a tendência de um sistema físico de conservar certas propriedades, mesmo depois que as suas causas ou estímulos deixaram de atuar. O “palavrão” vem do grego e significa atraso ou retardo. Além de aparecer no magnetismo, no tráfego de veículos ou na epidemiologia, a histerese acontece quando observamos a lentidão com que se recuperam os níveis de emprego, mesmo depois da retomada do crescimento econômico estimulado pela redução de juros e o aumento do crédito.
A recessão provocada pelo ajuste fiscal impiedoso joga milhões de pessoas no desemprego. Com isso, o conhecimento acumulado é perdido com o emprego.
O desemprego conjuntural vira estrutural, fenômeno ainda mais grave quando há mudanças tecnológicas, como a atual revolução digital.
A soma do desemprego recessivo com o tecnológico impede a retomada vigorosa do emprego, mesmo quando os juros estão no mais baixo nível da história. A histerese é real tanto nos países desenvolvidos quanto na periferia do sistema e ainda mais grave em países como o Brasil, onde o atraso educacional e tecnológico aumenta o “retardo” na recuperação do crescimento da renda, do emprego e do investimento.

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