Forças Armadas no Rio de Janeiro não resolvem crise de segurança

Com quase 3.000 cidadãos assassinados, números da violência se assemelham aos de países em guerra

Por - Editorias: Atualidades, Rádio USP
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O Rio de Janeiro sofre uma grave crise de segurança pública. Em meio à sensação da falta de proteção por parte da população, das condições precárias de trabalho dos policiais, das trocas de tiros diárias entre a polícia e traficantes e da grave crise econômica que atrasou o pagamento dos salários dos servidores públicos, o Ministério da Justiça decretou, no final de julho deste ano, o envio das Forças Armadas para atuar na segurança do Rio de Janeiro. Mas a presença das Forças Armadas resolve a crise de segurança pública daquele Estado?

Para Sérgio Kodato, do Observatório de Violência e Práticas Exemplares da USP, a presença das Forças Armadas é mais uma “prova da falência” na segurança pública do Rio e não resolve a situação do Estado, onde os números da violência se assemelham aos de países em guerra — desde o início deste ano, 97 policiais e quase 3.000 civis foram assassinados no Estado.

Ele também acredita que a presença do Exército brasileiro nas ruas aumenta as chances de repressão a civis que organizam manifestações sociais no Rio de Janeiro. Confira, acima, áudio com a íntegra da entrevista.

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