Fanatismo racista ressurge em momentos de polarização ideológica

Postura do governo Trump e conjuntura sócio-econômica motivam manifestações de extrema-direita

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Maria Luiza Tucci Carneiro, livre-docente pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH) e coordenadora do Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação junto ao Departamento de História da USP, onde desenvolve o projeto Arqshoah, Vozes do Holocausto, avalia que as recentes manifestações de grupos supremacistas brancos nos Estados Unidos são produtos de brechas abertas pelo governo de Trump e por ignorância.

A professora enfatiza que se trata de grupos fanáticos que investem contra minorias. E o presidente dos Estados Unidos, com o discurso contra imigrantes, despertou os ânimos desses círculos.

A pesquisadora comenta sobre a trajetória histórica desses movimentos. Atualmente, utiliza-se muito as redes sociais para recrutar membros e, em tempos de crise, muitos jovens se sentem marginalizados e acabam ingressando nesse tipo de  mobilização para se sentirem como pertencentes a um meio social, alerta Maria Carneiro.

Não se pode subestimar a atuação dessas ideias também no Brasil. Segundo a especialista, não são poucos os casos de violência contra homossexuais, negros e judeus motivados por intolerância.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.

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