Falta de prevenção contribui para alta da hepatite A em São Paulo

Vacina para doença é oferecida de graça para pessoas com HIV e outras hepatites na rede pública

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O número de casos de hepatite A na capital paulista subiu de 64, em 2016, para 517 até o dia 16 de setembro de 2017, a partir de dados da Secretaria Municipal de Saúde.

Segundo a infectologista do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina (HC-FM) da USP, Vivian Avelino da Silva, a principal população afetada é a de homens que fazem sexo com homens. A transmissão é pela via oral-fecal e o vírus vivo é eliminado pelas fezes.

A especialista esclarece que os sintomas da doença não são específicos, podendo ser confundidos com outras enfermidades. Entre estes, estão dores no corpo, náuseas e febre. Em casos mais graves, há perda da capacidade de coagulação do sangue e inflamação do fígado, que pode levar à necessidade de transplante do órgão.

Vivian explica que o tratamento visa a cuidar dos sintomas, sem medidas que matem o vírus imediatamente e melhorem rapidamente o quadro do paciente. Além disso, a vacina só está disponível de graça na rede pública de saúde para pessoas já infectadas por outros tipos de hepatite ou Aids. As demais precisam tomar a vacina na rede privada, por um valor que varia de R$ 100 a R$ 120, em duas doses, com intervalo de seis meses entre as doses.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.

Você pode ouvir a entrevista completa no player acima.

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