Faculdade de Medicina estuda perfil das vítimas de acidentes de trânsito

Para professora do grupo de pesquisa sobre álcool, drogas e violência, lei e fiscalização não são eficazes

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Casos complexos de traumatismo são comuns no Hospital das Clínicas (HC). O estado em que chegam as vítimas está relacionado à gravidade dos acidentes de trânsito. A professora Vilma Leyton, do Departamento de Medicina Legal, Ética Médica e Medicina Social e do Trabalho da Faculdade de Medicina (FM) da USP e do Laboratório de Imuno-hematologia e Hematologia Forense do Hospital das Clínicas, falou sobre a pesquisa realizada para entender por que esses acidentes acontecem.

O projeto, realizado pelo grupo de pesquisa sobre álcool, drogas e violência da Faculdade de Medicina, constatou que, dos acidentes de trânsito, 50% são com motociclistas. Os dados também apontam que a ingestão de álcool em níveis altos é muito comum. Outra pesquisa, realizada em conjunto com a Universidade Federal do Alagoas (Ufal), identificou que o perfil dos acidentados é diferente do observado em São Paulo, são menores que pilotam motos sem equipamento de proteção.

Na opinião da professora, ainda não existe uma consciência dos motoristas sobre o risco da relação álcool e direção. Segundo Vilma Leyton, uma forma de lidar com esse problema é somar uma fiscalização eficiente a uma legislação efetiva que seja cumprida, o que já acontece em outros países.

Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular. Você pode ouvir a entrevista completa no player acima.

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