Facebook e Google não podem fugir de sua responsabilidade

Para Luli Radfahrer, elas devem ser classificadas como empresas de mídia, com tudo que isso representa em termos de responsabilidade social

Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn0Print this pageEmail

Facebook e Google alegam não ser empresas de mídia, mas salas de conversação, o que é contestado pelo professor Luli Radfahrer em sua coluna semanal para a Rádio USP. Ele entende que elas são empresas de mídia porque simplesmente funcionam como uma, pois “a maior parte do faturamento dessas empresas vem de publicidade, e a maior parte da verba de publicidade é concentrada nessas empresas. O modelo de negócios deles é muito parecido ao de uma televisão aberta, de um jornal, de uma emissora de rádio”, argumenta o colunista.

Radfahrer diz que essa classificação é importante porque, ao classificarmos um veículo como de mídia, esse veículo passa  a ter responsabilidade. “Se uma empresa é classificada como uma empresa de mídia, ela se responsabiliza pelo conteúdo que tá lá dentro”. E mais: “Se eles realmente acreditassem que não são empresas de mídia, então é muito fácil, tira todo o conteúdo de mídia lá de dentro: não coloca nada de nenhum jornal, não coloca nada de  nenhuma empresa de televisão e bloqueia tudo que vier de jornal e de televisão”.

O que essas empresas fazem, de acordo com Radfahrer, é piratear notícias dos principais veículos de comunicação, e é por isso que uma notícia falsa divulgada pelo Facebook ou pelo Google acaba por ser tão daninha. Acompanhe, no link acima, a íntegra da coluna.

Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn0Print this pageEmail

Textos relacionados