Escravidão em todas as suas formas de existência

No Brasil e no mundo a existência da escravidão é um problema que precisa de reflexão e ação para ser enfrentado

Por - Editorias: Atualidades, Rádio USP
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Trabalhador em condições de escravidão em carvoaria no Pará – Foto: MPT-Pará via Fotos Públicas
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A Rádio USP, durante toda a semana, divulgou uma série de matérias que mostram a escravidão em suas formas:  Negros e o mercado de trabalho;  Tráfico de pessoas também é escravidão; Mulheres negras; Escravidão moderna; Negros e Universidade e Escravidão no mundo.

Acompanhe também o artigo de Alexino Ferreira, que é jornalista, professor associado e livre-docente da Escola de Comunicações e Artes da USP, que trata da Escravização, trabalho, imaginário e imprensa.

Quando em 13 de maio de 1888 a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que determinava a abolição da escravatura no Brasil, interrompia-se, a partir daquele momento, um período de barbárie contra o ser humano. Mas a discriminação continuou, de forma dissimulada, percorreu séculos, transformando os castigos físicos em outros tipos de punição de toda ordem.

Os maus tratos, após a promulgação da lei, foram se transformando, criando novos senhorios disfarçados. A escravidão atravessou os séculos e hoje temos as formas contemporâneas da escravidão. No final do ano passado, o Brasil foi condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) por tolerar e não prevenir a escravidão moderna e o tráfico de pessoas.

Mas não é somente no Brasil que a questão deve ser repensada. Por todo o mundo este ainda é um problema a ser enfrentado, não só pelas autoridades, mas também pelo cidadão comum, que disfarça o preconceito.


1888: o ano em que a escravidão não acabou

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Cento e vinte e nove anos depois de oficialmente encerrada no Brasil, a escravidão parece não ter chegado ao fim, nem aqui nem em outras partes do mundo.
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Escravidão não acabou, apenas se modernizou

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Às vésperas da celebração dos 129 anos do fim da escravidão no Brasil, não há muito o que comemorar neste 13 de maio.
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A presença invisível do negro na Universidade

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Os negros sempre tiveram um espaço muito reduzido na sociedade brasileira, reflexo talvez dos tempos da escravidão e do preconceito racial.
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Preconceito racial atua nas relações sociais

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Treze de maio, dia em que foi assinada a Lei Áurea em 1888, é considerada a data em que o negro oficialmente deixa de ser escravo no Brasil.
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Triplos obstáculos sociais e as mulheres negras

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O dia 13 de maio marca os 129 anos de assinatura da Lei Áurea, conhecida por ter libertado os escravos após 388 anos.
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Tráfico humano ainda é uma realidade mundial

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Por definição, o tráfico humano é o recrutamento, transporte, abrigo ou recebimento de pessoas para o propósito de exploração.
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Habitação de trabalhador que vivia em condição de escravidão em carvoaria no Pará – Foto: MPT-Pará via Fotos Públicas   

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Escravização, trabalho, imaginário e imprensa

A relação da imprensa com a abordagem do trabalho nunca foi tranquila. Isso porque a visão da mídia no campo do trabalho está muito associada ao atendimento das necessidades patronais, da manutenção da ordem e do lucro. E essa produção de sentidos se agrega a várias outras construções, que vão alimentar o imaginário social.

A coisificação do trabalhador como uma engrenagem de uma grande máquina é constantemente narrada nas produções jornalísticas. Deve-se sempre trabalhar para se dignificar. Por isso, o não trabalhar, para as classes na base da pirâmide social, constitui-se em uma negação da virtude. Leia mais…

Artigo de Ricardo Alexino Ferreira, professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP)

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Foto: MPT-Pará via Fotos Públicas

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Edição de Arte: Caio de Benedetto

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