Erros no manejo levam centenas de animais a óbito

Recentes casos de contaminação por botulismo e tuberculose alertam para controle maior da saúde de ruminantes

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Neste mês, 1.100 cabeças de gado morreram em decorrência de contaminação por botulismo no Mato Grosso do Sul, e foi identificado um surto de tuberculose em animais do Parque Pampas Safari, no Rio Grande do Sul, o que deve levar ao abate de cerca de 300 cervos.

Ricardo Luiz Moro de Sousa, professor do Departamento de Medicina Veterinária da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP, explica que a intoxicação por botulismo se dá por alimentação contaminada e que, apesar do gado estar vacinado, a depender da quantidade de toxina ingerida, os animais podem vir a óbito. Prevenir esses casos exige, além de um plano de vacinação rotineiro, um manejo adequado do campo e da silagem dos bovinos, descreve o especialista.

O professor também avisa que o risco para seres humanos é a ingestão de carne contaminada, por isso os animais mortos devem ser enterrados. No caso da tuberculose, no entanto, o contágio com seres humanos é maior. O mais indicado, portanto, é o sacrifício dos animais adoecidos, conta Sousa.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.

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