Ensino totalmente virtual pode comprometer qualidade

Para Débora Piotto, aluno em sala de aula ou nos laboratórios é fundamental

Por - Editorias: Atualidades, Rádio USP
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Que tal fazer um curso universitário totalmente virtual? Isso já é possível no Brasil, depois que entrou em vigor uma portaria do Ministério da Educação (MEC) que acaba com a obrigatoriedade do aluno ter que ir na faculdade para uma aula presencial. Hoje, 317 escolas oferecem 2.070 cursos a distância no Brasil. Há dez anos, eram oferecidos apenas 18 cursos, segundo o MEC.

As regras que regem os cursos a distância foram flexibilizadas. A exigência do Ministério, de autorização prévia para abertura de polos, também foi abolida, e as instituições terão autonomia para abrir seus centros físicos. Mas existe a ressalva de que a expansão vai depender dos indicadores de qualidade.

E a qualidade do ensino a distância totalmente virtual é a grande preocupação da professora Débora Piotto, do Departamento de Educação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP.

A professora acredita que o contato direto, em sala de aula ou nos laboratórios, é fundamental para o aprendizado. Segundo ela, alguns cursos não podem abrir mão da presença física do aluno na escola.

Por Ferraz Junior

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