Enquanto o impeachment não sai

Professor José Álvaro Moisés lembra que Dilma Rousseff ainda não está impedida

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Foto: Roberto Stuckert Filho / Wikimedia Commons
Foto: Roberto Stuckert Filho / Wikimedia Commons

O grande desafio que se impõe ao governo Michel Temer é saber se ele recupera a confiança e a credibilidade dos brasileiros no governo, nas instituições democráticas e nos políticos. A afirmação é do cientista político da Universidade de São Paulo, José Álvaro Moisés, em sua coluna semanal para a Rádio USP.

Nela, ele aborda as recentes mudanças ocorridas no Brasil. Desde a última sexta-feira, o País está sendo chefiado pelo vice-presidente eleito em 2014, Michel Temer, por decisão da Câmara e do Senado Federal, que aceitaram a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Essa decisão abre um período de 180 dias para que o processo de impeachment seja efetivamente julgado, hiato durante o qual Dilma Rousseff permanecerá afastada, a fim de que se obtenham as provas necessárias de sua real culpabilidade diante das acusações que lhe são imputadas: a de ter cometido crimes de responsabilidade fiscal. Em caso positivo, ela será afastada do governo definitivamente.

Álvaro Moisés chama a atenção para o fato de que o processo de impeachment, não tendo chegado ao seu final, implica que Dilma Rousseff ainda não está impedida. Até que se chegue a um desfecho, porém, a Constituição brasileira estabelece que o vice-presidente eleito, Michel Temer, assuma as funções de chefe da nação, com todas as responsabilidades e obrigações que o cargo exige.

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