Com mídias sociais, “NYT” reorienta comportamento dos jornalistas

O professor Carlos Eduardo Lins da Silva comenta o comportamento dos jornalistas nas mídias sociais

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“Todo jornal que tem como um dos seus pilares a presunção do apartidarismo deve buscar o convencimento dos jornalistas, na redação, de que eles não devem se manifestar partidariamente em público.” A afirmação é do professor Carlos Eduardo Lins da Silva ao comentar, em sua coluna, as novas diretrizes dadas pelo The New York Times aos jornalistas do veículo, no sentido de como devem se comportar nas redes sociais.

No passado, observa o colunista, isso era muito mais simples de ser feito, porque as manifestações de partidarismo ocorriam de maneiras que exigiam dos jornalistas algum tipo de ação, como a de usar camisetas de candidatos, por exemplo. Tudo mudou com o fenômeno das mídias sociais, as quais possibilitam que a manifestação do partidarismo ocorra de uma forma muito simples, barata e instantânea, “e a tentação de se manifestar no Twitter, no Facebook, ou em alguma outra mídia social, é muito grande”.

Segundo o colunista, o que o NYT está fazendo, com essas orientações, “é enfatizar a necessidade como um instrumento de persuasão sobre os jornalistas”.

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