Em busca de uma velhice digna e saudável

“Uma boa época para se pensar sobre a velhice é a juventude, e a principal hora de se pensar sobre ela é certamente ao ficarmos velhos”, disse certa vez Burrhus Frederic Skinner, psicólogo americano que se especializou no behaviorismo radical

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Rosa Yuka Sato Chubaci_ Foto Marcos Santos (2)
Participaram do programa Diálogos na USP as professoras de graduação e pós-graduação do curso de Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH) Deusivania Vieira da Silva Falcão e Rosa Yuka Sato Chubaci

Acompanhe a entrevista do jornalista Marcello Rollemberg com as professoras e especialistas Deusivania Vieira da Silva Falcão e Rosa Yuka Sato Chubaci:

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O Brasil já tem mais de 27 milhões de idosos e, como essa fatia da população com mais de 60 anos só vai aumentar daqui para frente, é bom prestar atenção nas necessidades e nas exigências dessas pessoas que são ricas de passado e que precisam de uma atenção especial no futuro.

O  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, em 40 anos, a população idosa vai triplicar no Brasil, passando para 66,5 milhões de pessoas em 2050 (29,3% da população). O aumento do número de idosos implicará mudanças profundas em políticas públicas de saúde, assistência social e previdência, entre outras ações.

Durante o envelhecimento, alguns processos fisiológicos, emocionais e sociais acontecem e merecem cuidados. Por isso, é muito importante tratar do idoso, tendo sempre em vista a psicologia da turma da terceira idade. Pensar nessa fase da vida como sendo ainda produtiva e possível de ser bem vivida é uma tarefa de todos nós. Visando a um bem-estar físico, social e psicológico, algumas medidas podem ser tomadas. Entre elas, encontra-se a psicoterapia, seja ela individual ou em grupo.

A TCC – Terapia Cognitiva Comportamental – utiliza técnicas e treinos, como, por exemplo, de habilidades sociais, por vezes muito interessantes para uma melhor interação do idoso nos mais diferentes contextos cotidianos. O processo psicoterapêutico pode auxiliar também o idoso a entender melhor sua condição de saúde, o uso de medicamentos e tratamentos médicos (caso esteja se submetendo a algum), além também de ajudá-lo a entrar em contato com questões emocionais e psíquicas, possibilitando assim uma diminuição dos sofrimentos causados por problemas como depressão e ansiedade, por exemplo, comuns nessa faixa etária.

Em 2003, depois de pelo menos sete anos de tramitação no Congresso Nacional, o Estatuto do Idoso foi finalmente aprovado e sancionado pelo presidente da República da época, garantindo uma maior abrangência dos direitos dos cidadãos com idade superior a 60 anos.

Para falar sobre o tema “Gerontologia: o idoso e qualidade de vida nas relações sociais e familiares”, o programa Diálogos na USP convidou as professoras de graduação e pós-graduação do curso de Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH), Deusivania Vieira da Silva Falcão e Rosa Yuka Sato Chubaci.

Esta edição do programa Diálogos na USP – Os Temas da Atualidade teve produção de Sandra Capomaccio, apresentação de Marcello Rollemberg e trabalhos técnicos de Dagoberto Alves.

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