Elogios excessivos podem ser considerados atos de assédio

O limite entre o flerte e o assédio surge quando o indivíduo fala “chega”, explica especialista

Por - Editorias: Atualidades, Rádio USP
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Na medida em que aumentam as denúncias de assédio contra o produtor de Hollywood Harvey Weinstein, as comoções vêm gerando uma onda de revolta que está não só movimentando as mulheres, mas todos aqueles que condenam tal ação.

Harvey Weinstein – Foto: ZFF Masters via Wikimedia Commons / CC BY-SA 3.0

Com o intuito de gerar uma manifestação social e compartilhar as experiências vividas entre as mulheres que já sofreram, de alguma forma, algum tipo de abuso físico ou mental, a atriz Alyssa Milano, que diz ter sofrido assédio do produtor, pediu que outras mulheres se manifestassem, em seu Twitter, com um Me too, se já sofreram de alguma forma um ato de assédio.

 A “cantada” é considerada saudável, quando adequada. O flerte deixa de ser algo normal quando ultrapassa o limite imposto pela pessoa que a recebe, explica a presidente da Comissão para apurar denúncias de discriminação, assédio e violência contra mulheres e gêneros, do campus da USP de Ribeirão Preto, Maria Paula Panúncio Pinto, da Faculdade de Medicina.

“Geralmente, o ato de elogiar alguém excessivamente em um ambiente de trabalho, ou até mesmo em uma instituição de ensino, pode sim ser considerado um ato de assédio”, acrescenta Maria Paula.

Por Thainan Honorato

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