Efeitos do zika vírus em recém-nascidos vão além da microcefalia

Pesquisa de parceria entre Faculdade de Medicina da USP e Fiocruz identificou incidência de outros transtornos

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A  microcefalia não é o principal agravo em bebês infectados pelo vírus Zika durante a fase gestacional. Uma pesquisa desenvolvida pela Faculdade de Medicina da USP em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Rio de Janeiro, mostrou que diferentes transtornos neurológicos podem atingir 42% dos recém-nascidos. Dentre os 117 bebês verdadeiramente positivos para o vírus, apenas quatro tinham a microcefalia.

O estudo “Infecção pelo Zika Virus em Gestantes no Rio de Janeiro”, publicado no The New England Journal of Medicine, foi conduzido em 345 gestantes com sinais e sintomas para a infecção do Zika. As grávidas foram triadas no Laboratório de Doenças Febris e Agudas da Fiocruz. A parte diagnóstica e terapêutica dos bebês foi desenvolvida pelo Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina (FM) da USP, como explica a professora Renata Hydee Hasue, do Laboratório de Avaliação Neurofuncional da Faculdade de Medicina da USP e que integrou a equipe de pesquisadores.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.

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