Divulgação de diálogo mostra contradição do governo Temer, avalia Augusto Rodrigues

Para o colunista, o governo de Michel Temer precisa, desesperadamente, de estabilidade, mas isso pode significar nadar contra a maré,

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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

As consequências políticas para o governo interino de Michel Temer, após a divulgação do diálogo entre o então senador Romero Jucá e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, assumem proporções gigantescas, tamanho o desafio que se apresenta. A opinião é do colunista da Rádio USP, Augusto Rodrigues, segundo o qual a crise atual vivida pelo Brasil é multidimensional, envolvendo política, economia, vida social e o universo moral e ético da Nação.

Para o colunista, essa crise não poderá ser enfrentada por meio de ataques isolados a qualquer uma de suas várias dimensões, uma vez que o governo não poderá escolher apenas um campo de ação para agir, deixando para depois o ataque às demais frentes. “O governo terá de atacar todas ao mesmo tempo”.

Augusto Rodrigues considera que o vazamento do diálogo entre Jucá e Sérgio Machado, divulgado pelo jornal Folha de São Paulo em sua edição de ontem, vai fazer crescer a suspeita de que possa ter havido uma espécie de compromisso do atual governo com os políticos denunciados pela operação Lava Jato.

O colunista aponta uma contradição, que está na base do próprio governo: a necessidade, desesperada, de estabilidade política, o que só pode ser conseguido sob controle da operação Lava Jato, seu principal vetor de instabilidade. O problema, diz Rodrigues, “é que a população e a grande imprensa tem dado apoio quase irrestrito às ações contra a corrupção” levadas a efeito pelo Ministério Público e pela Polícia Federal. Essa contradição precisa ser enfrentada pelo novo presidente interino.

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