Diálogos na USP discute os rumos da Previdência Social

Em 1997, a Previdência utilizou 0,3% do PIB (Produto Interno Bruto) e em 2017 saltou para 2,7%

Compartilhar no FacebookCompartilhar no Google+Tweet about this on TwitterImprimir esta páginaEnviar por e-mail
Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Foto: Marcos Santos/USP Imagens

.
Ouça o Programa Diálogos na USP:

logo_radiousp790px

.
A reforma da Previdência é o tema das mais acaloradas conversas desde que o governo de Michel Temer assumiu interinamente. Agora como presidente do Brasil a tão divulgada reforma deve  ser enviada ao Congresso para aprovação.

Para discutir sobre o tema, no programa Diálogos na USP, José Roberto Ferreira Savoia, ex-secretário de Previdência Complementar do Ministério da Previdência Social (de 2001 a 2003) e professor do curso de Administração, e o professor Luiz Jurandir Simões de Araújo, do curso de Atuária, ambos da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP.

Para o professor José Roberto Savoia, em entrevista ao repórter Fábio Rubira, o Brasil é um país de população relativamente jovem, mas que gasta muito com aposentadorias. “O ajuste na Previdência foi apressado pela pressão das contas públicas, com a forte queda da arrecadação”, declara.

Luiz Jurandir Simões de Araujo_ Foto Marcos Santos 1
Para Luiz Jurandir Simões de Araujo o longo prazo para a Previdência é decisivo – Crédito Foto Marcos Santos

Projeções  do IBGE  (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que nos próximos anos o País terá mais aposentados e menos gente trabalhando e contribuindo para Previdência Social. Segundo Simões, as decisões sobre o assunto no País são contingenciais, em vez de serem sólidas, serenas e equilibradas. “É um momento histórico muito importante para o Brasil. Não sei se o Congresso tem visão de longo prazo”, enfatiza.

Simões avalia que se não for feita uma política séria e equilibrada, pensando a longo prazo, as próximas gerações estarão numa situação muito difícil. “Hoje não há muitos aposentados, mas a vida das pessoas aumenta, à medida que a medicina, a engenharia biomédica e a farmacologia estão dando condições para uma vida mais longa. A partir daí se vive mais e, portanto, se recebe mais aposentadoria.”

A idade mínima proposta pelo governo, 65 anos, irá ajudar na estabilização das contas previdenciárias, mas, ao mesmo tempo, criará dificuldades para algumas profissões, avalia o professor. “Um jovem que começou a trabalhar, como ajudante de pedreiro aos 16 anos e hoje está com 49 anos, encontrará alguma dificuldade para esperar até a idade mínima proposta, porque sua profissão necessita de atividade física, que exige mais do corpo”, pondera Simões.

Diálogos na USP tem apresentação de Marcello Rollemberg, produção de Fábio Rubira e trabalhos técnicos de Márcio Ortiz.

 

 

Compartilhar no FacebookCompartilhar no Google+Tweet about this on TwitterImprimir esta páginaEnviar por e-mail