Desigualdade no Brasil continua por falta de mudanças estruturais

Distribuição de renda entre 2001 e 2015 ocorreu entre 90% mais pobres, sem tirar privilégios dos 10% mais ricos

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Um estudo realizado por Marc Morgan e orientado por Thomas Piketty concluiu que não houve redução significativa na desigualdade econômica brasileira entre 2001 e 2015.

A desigualdade social no Brasil é um problema que afeta grande parte da população brasileira – Foto: Gabriel de Andrade Fernandes via Wikimedia Commons / CC BY-SA 2.0

O professor da Faculdade de Economia, Administração  e Contabilidade (FEA) da USP Fernando Rugitsky explica que a redistribuição de renda ocorreu entre 40% da faixa intermediária (com renda de R$ 2 a R$ 7 mil) e os 50% mais pobres, com até R$ 2 mil. Ele esclarece que isso se deve à política de valorização do salário mínimo, redução do desemprego e criação de vagas em funções de menor instrução, em detrimento dos empregos que exigem maior qualificação.

Por outro lado, fatores estruturais que proporcionam a grande concentração de renda no País, como o sistema tributário favorável aos 10% mais ricos, não foram alterados.

A consequência desse processo foi um crescimento da renda entre os 50% mais pobres e os 10% mais ricos, sem a verificação do mesmo ritmo para os 40% da faixa intermediária. Dessa forma, a distribuição foi feita entre os 90% mais pobres,  sem a redução da desigualdade.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

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