De medos e mentiras, o mundo parece estar cheio

O governo sírio mente quando diz nada ter com o ataque com gás Sarin, enquanto parte do mundo assiste, temeroso, a ameaça de um conflito nuclear

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Agora é oficial. O Ministério das Relações Exteriores da França comunicou ter provas conclusivas de que o ataque com gás Sarin, que, muito recentemente, vitimou 80 pessoas na Síria, foi comandado pelo regime de Bashar al-Assad. Após análises, concluiu-se que a amostra da substância contém um componente que, não por acaso, é o mesmo colhido em amostras extraídas em um ataque anterior do regime, em 2013, em um subúrbio de Damasco. Mais: o processo de manufatura desse composto é típico do método utilizado nos laboratórios sírios.

No entanto, Assad conjugou o verbo mentir ao não assumir o ataque, que diz ter sido fabricado. Ocorre, porém, que rebeldes e jihadistas não têm capacidade de acessar agentes neurotóxicos, nem de utilizar aeronaves. Portanto, se, de um lado, o mundo está imerso em mentiras, de outro é o medo que dá as cartas, medo que assume as feições de uma guerra nuclear envolvendo a Coreia do Norte.

Na opinião da professora Marília Fiorillo, em sua coluna semanal para a Rádio USP, a possibilidade de um conflito é mínima, e indesejada tanto pelos EUA quanto pela China, e até mesmo pela própria Coreia do Norte. É claro que existe sempre o imponderável a reger as relações entre as nações. Afinal, lembra ela, a Coreia do Norte é o país mais isolado do mundo, e seu líder, o último dos totalitários. Já os EUA são a maior potência mundial, com um líder absolutamente imprevisível.

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