Colunista fala sobre o carnaval “engajado” da Paraíso do Tuiuti

Para Wisnik, o enredo da escola de samba acabou levando a uma reflexão sobre o próprio significado do Carnaval

Desfile da Paraíso do Tuiuti na Sapucaí, no Carnaval do Rio 2018 – Foto: Gabriel Nascimento / Riotur via Fotos Públicas

Segundo lugar do Carnaval carioca deste ano, a escola de samba Paraíso do Tuiuti, da zona norte do Rio de Janeiro, surpreendeu na avenida com um enredo cujo tema, sobre o fim (?) da escravidão no Brasil, chamou a atenção do colunista Guilherme Wisnik, que fala sobre isso em sua coluna “Espaço em Obra”. Numa festa genuinamente popular, mas com grande poder de iludir e manipular a população, a escola carioca encontrou num discurso crítico a forma de abrir brechas e atingir o objetivo de despertar a reflexão crítica do público.

Temas como injustiça e agravamento de situações de exclusão – que “permaneceram como traços estruturais na nossa sociedade” – foram abordados pela escola em sua passagem pelo Sambódromo da Marquês de Sapucaí.

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