Colunista fala sobre a operação policial na Cracolândia

Raquel Rolnik critica a forma como a ação foi conduzida

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A operação policial na Cracolândia, no último final de semana, é o tema da coluna semanal da professora Raquel Rolnik, que se mostra indignada com a forma como a ação foi conduzida. Foram efetuadas prisões de traficantes e de dependentes químicos, mas também de alcoólatras. Além disso, pessoas saíram feridas diante da forma truculenta como tudo foi feito. Segundo a professora, os viciados continuam viciados, os traficantes continuam como tais e as estruturas onde muitos deles foram confinados não estão preparadas para recebê-los e para lhes oferecer  uma alternativa sustentável à sua permanência nas ruas. A Cracolândia, observa ela, só vai mudar de lugar.

A administração municipal simplesmente lacrou e interditou imóveis, sem se preocupar se serviam de abrigo para moradores de baixa renda ou com quaisquer outras considerações que não fossem a de implantar, futuramente, o plano urbanístico da Nova Luz, que, no entender da colunista – pelo menos é o que tudo indica -, será implantado à força. O plano prevê a demolição de 60% da região do bairro da Santa Ifigênia -” único remanescente da estrutura fundiária do século 18″ – para a construção de torres em parcerias público-privadas, com o objetivo de atrair investimento e desenvolvimento econômicos para a região. A colunista lembra que essa discussão não é nova, e também observa que a degradação em todo aquele local  é obra da própria Prefeitura, a partir do momento em que desapropriou e demoliu imóveis na região. Estava pronto o cenário para a instalação da Cracolândia.

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