Colunista explica postura contraditória de líder da Birmânia

Vencedora do Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi assiste impassível ao
massacre de muçulmanos em país da Indochina

Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn0Print this pageEmail

Na coluna Conflitos e Diálogos desta semana, a professora Marília Fiorillo, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, volta a falar sobre a crise de refugiados envolvendo a Birmânia (ou Myanmar). Nas duas últimas semanas, mais de cem mil pessoas pertencentes a etnia rohingya foram expulsas do país e obrigadas a fugir para a fronteira com Bangladesh, após suas vilas serem queimadas pelas forças armadas birmanesas e por cidadãos budistas — até quinta-feira da semana passada, eram mais de 80 os povoamentos muçulmanos atacados.

A Anistia Internacional confirmou que o governo de Myanmar, liderado por Aung San Suu Kyi, vencedora do Nobel da Paz em 1991 e conselheira de estado do país, “está usando em larga escala a tática de queimar vilas, completando um processo de limpeza étnica”, informa a professora. “Aquela Suu Kyi, nascida em uma família tradicional, que voltou a Myanmar com um diploma de Oxford, estava fortemente imbuída de valores como direitos humanos, liberdades civis e democracia. Esta Suu Kyi, que assiste impassível a matança e ‘co-promove’ a política de terra arrasada, percebeu que valores abstratos pesam pouco diante do enraizado ódio que os budistas nutrem pelos muçulmanos rohingya”, compara Marília.

Ouça a coluna Conflitos e Diálogos na íntegra, acima.    

Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn0Print this pageEmail

Textos relacionados