Carreira acadêmica é mais difícil para a mulher

A constatação é da professora Carolina Brito, que analisa o número de mulheres desde o ingresso na graduação, passando pelo mestrado e doutorado, até o ingresso na carreira docente universitária

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Acompanhe a entrevista de Carolina Brito, concedida à repórter Marcia Avanza:

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Foto: Francisco Emolo/USP Imagens
Foto: Francisco Emolo/USP Imagens

Apenas no ano 2095 as mulheres vão alcançar a igualdade de gêneros no mercado de trabalho. A conclusão é do relatório de 2015 do Fórum Econômico Mundial. As barreiras de gênero, no entanto, não estão apenas no mercado privado. A desigualdade acontece nas instituições de pesquisa e ensino de todo o mundo. A professora Carolina Brito, do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, coordenadora do programa de extensão “Mulheres na Ciência”, comenta que, no caso da Física, 30% dos ingressantes na graduação são mulheres. Dessas, 20% cursam mestrado ou doutorado e 15% ingressam na carreira docente nas universidades. Ainda segundo a professora, o porcentual diminui na medida em que a carreira avança. Como exemplo, ela aponta que apenas 5% das mulheres recebem bolsa de produtividade em pesquisa do CNPq.

Este será o tema da conferência As mulheres na universidade e na ciência: desafios e oportunidades, que acontece na próxima quinta-feira, dia 15 de setembro, no Instituto de Estudos Avançados da USP. A conferência, que será proferida por Leila Saadé, presidente da Rede Francófona de Mulheres Responsáveis pelo Ensino Superior e Pesquisa (Resuff), terá a participação da professora Carolina Brito e a mediação de Vera Soares, do USP Mulheres. O evento é gratuito e será transmitido ao vivo pela internet http://www.iea.usp.br/eventos/mulheres-universidade-ciencia 

 

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