Campanha contra raiva quer imunizar 900 mil animais

A raiva está sob controle em São Paulo, mas nem por isso a população deve deixar de vacinar seus animais de estimação

Por - Editorias: Atualidades, Rádio USP
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Acompanhe a entrevista da repórter Simone Lemos com o professor Paulo Eduardo Brandão, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP.

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Teve início em São Paulo a campanha de vacinação contra a raiva. A Secretaria Municipal da Saúde colocou à disposição da população 2.276 postos de vacinação, e estipulou a meta de vacinar 900.000 animais até o dia 28 de agosto.  Todos os animais com mais de três meses devem receber a vacina, exceto os que estiverem doentes. Nesse caso, os donos dos animais devem esperar que se recuperem e levá-los para que sejam vacinados, mesmo que a campanha já tenha se encerrado.

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Em São Paulo, segundo o professor Paulo Eduardo Brandão, casos de raiva não são registrados desde 2011, quando um gato foi contaminado pela mordedura de um morcego, que é o principal vetor do vírus transmissor da doença em áreas urbanas e principal motivo pelo fato de a raiva ainda ser uma ameaça sempre presente, tornando necessária a realização de campanhas de prevenção. Além disso, apesar do rígido controle obtido em São Paulo, sempre existe o risco da entrada de cães ou gatos de outros Estados, ou mesmo de países onde esse controle não é tão efetivo. É por isso, de acordo com o médico veterinário, que a população não deve deixar de levar seu animal de estimação para ser vacinado.

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O doutor Brandão garante que a vacina a ser administrada pela Secretaria Municipal da Saúde é altamente segura e não provoca reações colaterais, além de ser gratuita. No dia da vacinação, o dono do animal deverá levar a carteira de vacinação – se o animal for agressivo, é imprescindível a colocação de uma focinheira para proteção tanto dos profissionais de saúde quanto dos animais.

A raiva é transmitida ao ser humano pela mordida, lambida ou arranhões de um animal contaminado. “As chances de cura, se os sintomas estiverem instalados, diz Brandão, são muito baixas, mas é fácil se prevenir.” No caso de  ataque de um animal suspeito, a vítima deve procurar um posto de saúde para tomar a vacina antirrábica. O tratamento é eficiente – bastam cinco doses da vacina, com intervalos de algumas  semanas entre elas, para a eliminação do vírus do organismo.

 

 

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