Brasil sofre retrocesso no combate à fome

Com políticas de segurança alimentar fragilizadas, país corre risco de retornar ao Mapa da Fome da ONU

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Esta semana,  a campanha Natal Sem Fome, da ONG Ação da Cidadania, retorna depois de um hiato de 10 anos. Daniel de Souza, presidente da organização, disse que o esforço é necessário, tendo em vista o aumento da vulnerabilidade social no país nos últimos anos, por conta da crise econômica.

A campanha chama atenção também para o risco de o Brasil reaparecer no Mapa da Fome da ONU, o qual conseguiu deixar em 2014. Renata Bichir, professora de Gestão de Políticas Públicas da Escola de Artes, Ciência e Humanidades da USP (EACH), reconhece o benefício de campanhas como essas, porém ressalta que não se pode ficar dependente de mobilizações da sociedade civil para combater um problema tão complexo quanto a fome.

Nesse sentido, a especialista enfatiza a importância de políticas de segurança alimentar. Para ela, durante o governo Lula, houve avanços marcantes na área, os quais têm se perdido. Renata argumenta que é essencial abandonar a ideia de que políticas sociais são um ato de benevolência, a professora reforça que alimentação adequada é um direito de todos.

Para mais informações sobre o Natal Sem Fome, acesse: http://www.natalsemfome.org.br

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.

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