Brasil precisa desenvolver medicamentos imunobiológicos

Dependência do conhecimento produzido em outros países consome muitos recursos

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O Instituto de Estudos Avançados (IEA) organiza um  seminário sobre a pesquisa em anticorpos monoclonais no Brasil. Vistos com grande entusiasmo pela medicina contemporânea, esse tipo de medicamento tem ganhado notoriedade nas últimas 4 décadas no tratamento de cânceres, artrite reumatoide e doenças neurodegenerativas.

Diferente de outras drogas, os anticorpo monoclonais são sintetizados a partir de células vivas. Por isso, são considerados imunobiológicos, explica Renan Leonel, doutor em Política Científica e Tecnológica pela Universidade de Campinas (UNICAMP) e estagiário de pós-doutorado na área de estudos sobre inovação em saúde na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

O pesquisador recorda que o interesse do país no tema se tornou maior a partir de 2008, quando o Governo Federal percebeu que o custo para  a compra de tais medicamentos era muito alto, uma vez que alguns deles são disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse sentido, Leonel enfatiza a importância de se ter o domínio da cadeia de produção desses medicamentos.

Além disso, o especialista destaca que o Brasil deve ter a percepção de que o investimento em ciência e tecnologia demanda tempo, recursos e, sobretudo, coordenação institucional.

Para mais informações sobre o evento, inscrição e acesso à transmissão ao vivo do seminário: http://www.iea.usp.br/noticias/a-pesquisa-em-anticorpos-monoclonais

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.

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