Brasil deve usar capital chinês para conter dependência econômica

País perdeu oportunidade ao deixar de agir em benefício de setores competitivos através de acordos bilaterais

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De 3 a 5 de setembro, o presidente Michel Temer participará da cúpula do Brics (bloco de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e deve apresentar novo pacote de privatização em busca de investidores. Segundo o doutor pela Universidade de Oxford e professor visitante do Instituto de Relações Internacionais (IRI) da USP, Vinícius Rodrigues Vieira, as ações do Brics sofrem maior peso da China pelo interesse desta em converter seu poder econômico em poder político.

Ele explica que, diante da crescente dependência da economia brasileira em relação à China, pode ser interessante uma postura de “jogo duplo”: enquanto o Brasil negocia parcerias com a potência asiática, também deveria buscar  acordos com potências ocidentais como Estados Unidos e Alemanha.

O professor considera que o Brasil perdeu uma oportunidade ao deixar de investir em acordos bilaterais que beneficiassem setores competitivos da economia. Além disso, no cenário atual, é necessário aumentar o valor agregado dos produtos agrícolas e utilizar o capital chinês no país para diminuição da dependência econômica a longo prazo.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.

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