Brasil deve investir em diferentes formas de produção de energia

Para pesquisadora, País ainda precisa de mais pesquisas para avançar no setor

  • 1
  •  
  •  
  •  
  •  

jorusp

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (Cemeai), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, foi um dos apoiadores do workshop Desafios de matemática aplicada na indústria brasileira de energia, evento que reuniu cerca de 200 participantes entre alunos, matemáticos e especialistas da indústria de energia elétrica. A pauta da reunião foram os problemas atuais do setor, como fluxos do sistema elétrico, novas fontes, planejamento de operações, formações de preços, etc. A professora Claudia Sgastizábal, pesquisadora colaboradora no Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica (Imecc) da Unicamp e coordenadora do workshop, comenta os pontos principais abordados no evento.

Foto: Sam Teigen via Flickr – CC

Claudia Sgastizábal falou sobre as transformações na indústria de energia. Ela analisa que o surgimento de novas fontes de energia, como a solar e a eólica, chamadas de intermitentes, são as grandes responsáveis pelas mudanças que estão ocorrendo. A professora explica que essas novas tecnologias possuem uma variação ao longo do dia, por exemplo, quem usou energia solar durante o dia, vai precisar de outra fonte de energia à noite. Isso causa uma queda na frequência que antes era automaticamente controlada pela rede. Agora isso mudou, pois a quantidade de pessoas usando tecnologias intermitentes é maior.

Outra questão comentada no workshop é a mudança do fluxo de energia. Com a possibilidade de se adquirir painéis fotovoltaicos e produzir energia para sua casa ou condomínio, o consumidor não mais retira energia da rede, mas fornece, o que muda todo o modelo e isso ainda precisa ser discutido. Para a pesquisadora, falta muita pesquisa para avançar nesse tema, e o Brasil é um país especial por ter muita eletricidade hidráulica. Entretanto, há a questão de nunca se saber se vai chover ou não ou se vai ter água nos reservatórios. Na opinião da professora, o que precisa ser feito é um misto de diferentes tecnologias para potencializar o uso da energia.

Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.
Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular. Você pode ouvir a entrevista completa no player acima.

 

  • 1
  •  
  •  
  •  
  •  

Textos relacionados