Bibliocleptomania, ou a arte de roubar livros

A professora Marisa Midori conta que a obsessão por roubar livros pode ser rastreada na história

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Foto: Fraser Mummery/Visualhunt
Foto: Fraser Mummery/Visualhunt

O tema da professora Marisa Midori esta semana é a bibliocleptomania, um problema relativamente comum e que afeta, principalmente, os bibliômanos. Diz ela que se trata da exacerbação de um outro distúrbio, a bibliomania. Ao longo da história, há vários exemplos dessa exacerbação, dessa obsessão que leva as pessoas a furtarem livros. Para ilustrar sua tese, ela remonta a um caso ocorrido em Paris, às vésperas da revolução de 1848, o qual envolveu um nobre de origem italiana, cuja missão era a de visitar todas as bibliotecas da França, para estabelecer um catálogo geral e detalhado de todos os manuscritos em idiomas antigos e modernos existentes. Com plena liberdade para agir, o conde em questão aproveitava muito bem a oportunidade para surrupiar os melhores códices manuscritos, a fim de formar sua própria biblioteca. Ao explodir a revolução, as atividades um tanto quanto criminosas do conde foram descobertas e ele teve de sair às pressas da França, fugindo para a Inglaterra. Segundo Midori, a cleptomania não é um “privilégio” somente dos bibliômanos dos níveis mais altos da bibliofilia, mas afeta igualmente estudantes, compradores e amantes do livro, de modo geral. Ela diz ainda que o semiólogo Umberto Eco tem um ensaio bastante interessante a respeito do tema.

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