Aumento da energia eólica coloca o Brasil na 8ª posição mundial

Segundo especialista da USP, a capacidade de energia eólica atingiu quase o mesmo gerado pela Usina Itaipu

O uso de energia eólica no país tem crescido muito nos últimos anos. Hoje, as usinas hidrelétricas são as principais fontes de energia e, quando as represas estão com baixa capacidade de armazenamento, a compensação é feita pelas termoelétricas, que possuem um grande impacto ambiental e são mais caras. Esta semana, entretanto, a capacidade de energia eólica atingiu quase o mesmo gerado pela Usina Itaipu, o que colocou o Brasil na 8ª posição entre os maiores geradores internacionais de energia.

Segundo o professor Pedro Luiz Côrtes, do Programa de Pós-graduação em Ciência Ambiental do Instituto de Energia e Ambiente da USP, professor da ECA e coordenador da Rede Internacional de Estudos sobre Meio Ambiente e Sustentabilidade, a capacidade de geração de energia das usinas eólicas era muito pequena entre 2010 e 2014, mas, graças a investimentos, no ano passado ela chegou a representar 11% de toda a energia nacional (principalmente em meses mais secos).

O uso é maior no nordeste; em 2017,  chegou a abastecer mais de 60% da região, e a tendência é de que isso avance rapidamente. Apesar da capacidade de energia eólica oscilar em função dos ventos, o professor explica que, se o número de geradores for ampliado significativamente, a produção de energia pode ser mais contínua. A meta é que, até 2023, a energia eólica no país cresça 46%.

Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular. Você pode ouvir a entrevista completa no player acima.

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