As escolas precisam discutir o tema dos suicídios de jovens

Para professora da USP, educadores também devem estar mais bem preparados para ajudar os estudantes

No último mês, surgiram três casos de suicídios de estudantes em colégios de elite de São Paulo. Os casos levantaram a discussão sobre a saúde mental dos jovens e o papel das escolas, tanto na prevenção dessas ocorrências quanto no trabalho após os incidentes . Maria Júlia Kovacs, professora livre-docente do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, explica que, em ambas as situações, as instituições de ensino devem discutir o assunto com pais, estudantes e professores. De acordo com ela, existe um tabu na sociedade em volta do assunto, que faz com que ele não seja debatido como deveria.

Foto: Tran Tien Loc Do via Pixabay – CC

O educador é uma peça principal em toda essa situação. Para a especialista, os professores e coordenadores precisam estar mais bem preparados para identificar os estudantes que apresentam sinais de problemas, como:  mudança drástica de comportamento, queda repentina de desempenho e isolamento. A professora ainda coloca que, apesar desses casos recentes serem de colégios de elite, o ”suicídio é democrático”, porque atinge pessoas de todas as classes e suas motivações diversas. ”É muito difícil apontar a causa de um suicídio”, conta.

O Ministério da Saúde tem uma parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV), que presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que queiram e precisam conversar, sob total sigilo e anonimato. Os contatos com o CVV são feitos pelos telefones 141 (para os Estados da Bahia, Maranhão, Pará e Paraná) e 188 para o resto do País. Neste último número, a ligação não tem custos. Também é possível o contato pessoalmente em um dos 89 postos de atendimento, ou on-line pelo site, por chat, Skype e e-mail.

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