Após 20 anos, sonda encerra missão espacial com “suicídio assistido”

João Steiner fala da produtiva vida de Cassini ao redor de Saturno, e sua destruição planejada e executada pela Nasa

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A sonda Cassini, que entrou na órbita de Saturno em 2004 e continuou em operação até o último dia 15 de setembro, é o tema da coluna semanal do professor João Steiner. Para ele, a Cassini “foi uma nave espacial extraordinariamente produtiva”, tendo permanecido duas décadas orbitando e viajando por Saturno e por suas 62 luas, das quais sete foram descobertas pela sonda espacial. Entre as principais descobertas, Steiner destaca a de que a lua Titã, a segunda maior do sistema solar, tem chuva e oceanos – “só que a chuva é de metano e os oceanos são de petróleo”, revela.

Por fim, o colunista chama a atenção para o fato de a nave Cassini ter sido destruída por opção da Nasa. É que havia o risco de que pudesse contaminar, com bactérias terrestres, as luas de Saturno, uma vez que a sonda descobriu a existência de água em Titã e Encélado. Como consequência, a nave acabou sendo lançada contra o planeta, tendo sido completamente destruída.

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