Antropóloga da USP fala sobre a condução policial em casos de estupro no Brasil

Ana Lúcia Pastore cobra um melhor preparo dos agentes da Justiça para tratar casos de estupro envolvendo adolescentes e mulheres

Por - Editorias: Atualidades, Rádio USP
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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A notícia de um estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos, no Rio de Janeiro, no último dia 24, não chocou apenas o País, como também deixou a opinião pública internacional perplexa. A polícia carioca abriu inquérito para identificar os 33 suspeitos do crime, ocorrido numa favela na zona oeste do Rio.

A investigação teve início depois de um vídeo da jovem, nua e desacordada, ser postado em redes sociais. Em entrevistas, a menina criticou o comportamento da polícia, que teria tentado atribuir a ela a culpa pelo crime.

A repórter Simone Lemos ouviu sobre o assunto a antropóloga da Universidade de São Paulo Ana Lúcia Pastore, segundo a qual falta à polícia brasileira melhor preparo para tratar casos dessa natureza. Ela entende que pesa sobre as mulheres uma cobrança moral, de comportamento ou costumes totalmente descabida, a qual não se verifica em episódios envolvendo homens.

Ouça a íntegra da entrevista.

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