Alfabetização precária do Brasil reproduz desigualdade

Professora da Faculdade de Educação analisa dados que mostram estagnação do ensino básico no País

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No final de outubro, o Ministério da Educação divulgou os resultados da Avaliação Nacional de Alfabetização, realizada com alunos do 3º ano – na sua maioria, com 8 anos de idade. Os dados revelam que os níveis insuficientes de aprendizado chegam a 55% na leitura e na matemática e 34% na escrita.

Segundo a professora da Faculdade de Educação (FE) da USP Silvia Colello, o analfabetismo brasileiro reproduz as desigualdades sociais e a pobreza do País, ocasionando que muitas crianças cheguem  à escola sem ter experiências de estímulo à leitura e escrita.

O governo federal anunciou a inclusão de professores auxiliares nos dois primeiros anos do ensino fundamental para ajudar no processo de alfabetização dos alunos, como medida de combate aos indicadores divulgados. Silvia apoia a iniciativa, mas enfatiza a importância da qualificação desses professores e dos métodos utilizados nas aulas.

Ela ainda destaca que a reversão do quadro atual passa pela valorização da carreira docente e da compreensão da alfabetização como constituição da consciência das crianças.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

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