A sociedade do automóvel, na visão de Paulo Saldiva

O índice de mortes no trânsito varia conforme as regiões de uma mesma cidade: perde-se mais a vida nas periferias

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Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Não é segredo para ninguém que o trânsito brasileiro é um dos mais violentos do mundo. São cerca de 22 mortes a cada 100 mil habitantes, geralmente jovens do sexo masculino, além dos muitos atropelamentos que vitimam principalmente crianças e indivíduos acima de 60 anos.

O professor Paulo Saldiva observa que vivemos uma cultura da velocidade. De acordo com ele, o carro está associado à potência e à virilidade, como pode ser atestado pelas campanhas publicitárias, que enaltecem sobretudo a aceleração e o desempenho do veículo. Ou seja, tudo o que o Código de Trânsito procura combater, em sua tentativa de reduzir as mortes no trânsito, “é vendido como uma forma de anunciar um carro”. A própria sinalização do tráfego, diz Saldiva, favorece o automóvel.

De acordo com ele, tudo isso perpetua a cultura de que as cidades são para os carros.

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Não

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