A saúde em São Paulo está bem consolidada, segundo Paulo Saldiva

Para o professor, em relação à saúde, São Paulo está longe de ser um paciente terminal

Por - Editorias: Atualidades, Rádio USP
Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn4Print this pageEmail

Acompanhe a entrevista da jornalista Silvana Pires com o professor Paulo Saldiva, diretor do IEA/USP:

logo_radiousp790px
.

Foto: Adauto Nascimento/HRAC
Foto: Adauto Nascimento/HRAC

Na segunda matéria da série especial sobre o aniversário de São Paulo, o tema é a saúde do paulistano. De modo geral, como o município está se comportando nessa área? Para o professor Paulo Saldiva, nesse quesito, São Paulo – “que tem uma estrutura de saúde bem consolidada” – apresenta um rendimento melhor do que o das demais capitais do País, embora ainda tenha muitos problemas para resolver.

Um deles é a questão da violência no trânsito, que tantas vítimas faz todos os anos, a despeito da realização de campanhas destinadas a colocar um fim  a esse problema. Também chama a atenção a desigualdade social, que faz com que a expectativa de vida seja menor à medida que nos afastamos das áreas mais centrais da cidade. Alia-se a isso as condições de saúde mental, principalmente dos moradores de rua, os quais apresentam alta incidência de moléstias como esquizofrenia, depressão e ansiedade.

Outro ponto a destacar é a questão da violência no provimento de serviços de saúde nas periferias. “Essa crise que afeta hoje os presídios, representada pelas brigas entre facções rivais,  ocorre também nas periferias da cidade”, diz Saldiva, lembrando ainda da existência de falta de saneamento em muitas regiões, deficiência que se traduz no aumento de doenças transmitidas por vetores.

Por outro lado, São Paulo é generosa ao receber pacientes dos demais Estados da União, que aqui buscam tratamento para doenças de alta complexidade, como o câncer, ou para a realização de transplantes. Além disso, na opinião do professor, o município tem resolvido de maneira bastante adequada a integração dos serviços primário, secundário e terciário da saúde. Da mesma forma, merece destaque o fato de ter obtido êxito no desenvolvimento de tecnologias de vacinas, como deixa patente o trabalho desenvolvido no Instituto Butantan. Não bastasse isso, “São Paulo é um grande formador de recursos de saúde para o País inteiro, por intermédio dos programas de residência e pós-graduação”.

Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn4Print this pageEmail

Textos relacionados