A casca da romã na prevenção do Alzheimer

A casca da romã promoveu a melhoria da memória em animais; falta agora confirmar os resultados em seres humanos

Por - Editorias: Atualidades, Rádio USP
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Acompanhe a entrevista da pesquisadora Maressa Caldeira Morzelle, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, ao repórter Fabio Rubira:

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Foto: Maressa Caldeira Morzelle
Foto: Maressa Caldeira Morzelle

A casca da romã, para surpresa de muitos, tem poderes terapêuticos, como demonstra uma pesquisa realizada na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo, em Piracicaba. O estudo revelou que a casca da romã pode prevenir o surgimento do mal de Alzheimer. O objetivo da pesquisa, de acordo com a pesquisadora Maressa Caldeira Morzelle, do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição, foi avaliar se o consumo da casca da romã, uma fonte de compostos bioativos, iria influenciar a memória e também alguns biomarcadores da doença de Alzheimer. A resposta foi positiva, conforme deixaram claro os estudos realizados com animais.

De acordo com Maressa, a casca da romã melhorou a memória  nos animais que consumiram a fruta em comparação aos que não fizeram uso dela. Além disso, “houve uma redução nos índices de inflamação, de estresse oxidativo e nos marcadores da doença de Alzheimer”. Na verdade, estudos anteriores já haviam demonstrado que a casca da romã apresenta níveis dez vezes mais elevados de compostos fenólicos em relação à polpa da fruta. Da mesma forma, esses estudos já haviam identificado a ação da polpa na doença de Alzheimer, mas ainda não se sabia dos benefícios que a casca teria na prevenção da moléstia.

Maressa pesquisa a casca da romã desde 2010, realizando estudos in vitro e em animais, e “obtendo resultados melhores do que os esperados”. No entanto, ainda existe mais por fazer e esse “mais” envolve a participação de seres humanos no estudo, uma vez que “é difícil extrapolar para seres humanos os dados obtidos com animais”. O próximo degrau passa a ser o de identificar os componentes responsáveis por essa ação neuroprotetora. O projeto da Esalq também contou com parceria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

 

 

 

 

 

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