G20 mostra EUA isolacionistas em acordos comerciais e ambientais

Norte-americanos tendem à política econômica protecionista e se contrapõem sozinhos ao Acordo de Paris

Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn0Print this pageEmail

A cúpula do G20 reunida em Hamburgo demonstrou uma tendência de isolacionismo e protecionismo econômico norte-americano. O professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (Fearp) da USP Eliézer Diniz considera que as reuniões se concentram em dois grandes blocos de discussão.

O primeiro, com efeitos a curto prazo, trata-se da união em torno do combate ao terrorismo. O professor explica que isso vai levar a um aumento de gastos públicos, queda de investimentos, aumento da taxa de juros real e consequente valorização de moeda como o euro e o dólar.

Líderes das principais potências mundiais se reúnem para conferência do G20 em Hamburgo, na Alemanha – Foto: Axel Schmidt/Reuters

O segundo grande assunto é a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris. Para Diniz, esse desfecho deve ser lamentado, uma vez que os norte-americanos são um dos maiores emissores de efeito estufa e a saída do país do Acordo enfraquece os resultados pretendidos.

Além disso, segundo o professor, a longa reunião entre Trump e Putin aumenta a suspeita de aproximação entre os dois, alvo de desconfiança pela possível interferência russa nas eleição do republicano.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.

Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn0Print this pageEmail

Textos relacionados