iPhone X faz aposta em realidade aumentada e virtual

Marcelo K. Zuffo é professor titular do Depto. de Engenharia de Sistemas Elétricos da Escola Politécnica da USP

Por - Editorias: Artigos
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Marcelo K. Zuffo – Marcos Santos / USP Imagens

 

Com grande expectativa, foi apresentada esta semana a nova geração de smartphones da Apple, no caso o iPhone 8, o 8 Plus e o iPhone X, lançamento sempre esperado pelas inovações tecnológicas que, há mais de dez anos, a Apple lidera neste setor relevante da indústria de consumo eletrônico. As expectativas eram especialmente altas em torno do iPhone X, desde que a letra X possui diferentes interpretações: X de eXcellence, ou o algarismo romano X celebrando dez anos do lançamento do iPhone.

Independente das interpretações, a designação deste celular remete a especulações em inovações disruptivas, direcionando as tendências futuras nesta área. Para decepção geral, excetuando aí os aficionados pelos produtos da Apple, as expectativas foram frustradas, tanto que as ações da empresa caíram durante o evento de lançamento desses produtos.

Do ponto de vista de conectividade física, o iPhone X ainda usa o cabo Lightning, que só é compatível com a linha de smartphones da Apple e, pior, incompatível com a nova geração de MacBooks e iMacs que só possuem interfaces de conexão no padrão USB-C ou seja, usuários do iPhone X e 8 agora precisam comprar não apenas o cabo USB 2.0-Lightning, mas também o adaptador para os padrões USB-C – USB 2.0 e HDMI.

Para decepção geral, excetuando aí os aficionados pelos produtos da Apple, as expectativas foram frustradas, tanto que as ações da empresa caíram durante o evento de lançamento destes produtos.”

O fone de ouvido também precisa de outro adaptador, o que torna o manuseio complicado dos novos iPhones. Os aparelhos lançados poderiam ter, por exemplo, uma interface USB-C, que inclusive é mais poderosa do que a interface Lightning. A eliminação do botão de acionamento no iPhone X chegou atrasada em relação ao maior concorrente da Apple, desde que, ainda em janeiro a Samsung anunciou o mesmo recurso no lançamento do Galaxy S8.

A tela também não apresenta nenhuma novidade surpreendente, a tecnologia OLED é a mesma de outros dispositivos já disponíveis no mercado, e no caso da Apple argumenta-se que o equipamento custa mais caro por causa desta tela. De forma geral, todas as novidades apresentadas são evoluções incrementais e esperadas, como os novos processadores A11, o reconhecimento facial e a interface de carga de bateria sem fio por proximidade.

A novidade interessante é o sistema de câmeras duplo e  o ambiente de desenvolvimento de aplicativos de realidade aumentada disponibilizado no novo sistema operacional iOS11. O sistema de câmeras duplo é de fundamental importância para o rastreamento e posicionamento de objetos virtuais no mundo real, bem como a possibilidade de reconstrução 3D de objetos e até de partes do próprio corpo.

A vantagem da realidade aumentada é que a mesma pode ser utilizada a partir da tela do celular, ou tablet, sem a necessidade de um óculos ou outro aparato especial. Um aplicativo grátis interessante para ser testado, caso o leitor tenha à disposição um iPhone 7, 8 ou X,  é o Augment, que demonstra bem o potencial do conceito de realidade aumentada proposto pela Apple. Na visão da Apple, as possibilidades da realidade aumentada vão muito além do Pokemon Go; além do entretenimento, a realidade aumentada tem potencial de uso em educação, comércio eletrônico, arte, design de interiores, dentre outras inúmeras aplicações.

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